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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Charter

15 de Novembro de 2010

Querido E.,


Tudo mudou, nada permaneceu no seu devido lugar. Eu mudei, veja só, depois que disse tantas vezes estericamente que você não era o mesmo, que algo errado estava acontecendo, depois de ter apontado culpados para tudo isso.

Não sei porque essas coisas acontecem, nem sinto o desejo de descobrir. Interrogações são agradáveis agora, talvez por eu me colocar no lugar de uma. A vida tem um humor não compreendido na maioria das vezes, queremos uma festa constante e esquecemos que a solidão é extremamente necessária.

Estou no meio de vários livros, papéis soltos, canetas, móveis e ideias. A cortina impede que o sol se espalhe, escuto barulhos oriundos de uma TV que está em algum lugar próximo, mas não sinto falta de ninguém. Não gostaria que alguém invadisse esse momento, nem mesmo você. Não se ofenda, apenas entenda a vida como se ela fosse o vento, ele passa por lugares onde ninguém está, onde ninguém foi, ele viaja na solidão.

Não pense que tudo isso é uma insanidade, não pense também que isso é um adeus, imagine que isso é uma transição, assim como são as estações do ano, uma mudança, novas expectativas ou até mesmo uma renovação de tudo aquilo que não foi concretizado. Quero chegar a um certo lugar, não sei como, quando, onde fica, mas não fique preocupado, quando descobrir contarei a você, mas irei sozinha.




[...]I just want you to know who I am[...]"
Com carinho, Y




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4 comentários:

  1. ficooou shooow insuportavel, diz pra quem é a carta :x kkkkkk =p

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  2. kkkkkkkkkkkkkkkk
    ñ é pra ninguém seu anão curioso,
    que cisma tua ;x

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  3. não interessa pra quem é pow, ela vai só e pronto =(

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  4. kkkkkkkkkkk vcs juram que sou eu..ê povinho curioso... :d

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